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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Mais um livro da série: Pregadores da Bíblia


Chegamos à reta final.

Em breve, se Deus quiser, entregarei o terceiro livro da série Pregadores da Bíblia à CPAD (Casa Publicadora das Assembleias de Deus).

O primeiro — João Batista: o Pregador Politicamente Incorreto — já está nas livrarias.

Qual será o próximo (segundo da série), que logo, logo também estará disponível?

Aguarde!

Ciro Sanches Zibordi

sábado, 28 de abril de 2018

Vinte anos sem o pregador Valdir Bícego


Há vinte anos, exatamente no dia 28 de abril de 1998, morria o pregador do Evangelho e mestre Valdir Nunes Bícego, aos 58 anos. Seu falecimento repentino pôs fim a uma “safra” de pregadores renomados que expunham a Palavra de Deus confiando no poder do Espírito Santo. Alguns dos que compunham aquele seleto grupo de expoentes ainda vivem, mas nem todos mantêm o mesmo prestígio de outrora.


Não era comum, em meados da década de 1990, os expoentes “fazerem movimento” enquanto pregavam. Eles apenas expunham as Escrituras, e o Espírito Santo aplicava a Palavra viva e eficaz aos corações. Por isso, a minha oração, já que o tempo não volta, é para que o Senhor renove “os nossos dias como dantes” (Lm 5.21), a fim de que, a cada dia, surjam mais expoentes ungidos das Escrituras e menos animadores de plateia.

Valdir Bícego e outros pregadores que conheci, no século passado, não precisavam dar espetáculo para entregar mensagens proféticas durante a pregação. Hoje, as mensagens “proféticas” muitas vezes vêm acompanhadas de shows de sapateado, rodopios, marchas, saltos ornamentais e outras bizarrices.

Em julho de 1993, na Assembleia de Deus da Lapa, em São Paulo, quando esse saudoso ensinador discorria sobre dons e ministérios, apontou em minha direção, em meio à multidão, e profetizou: “Você, irmão, que recebeu o dom de Deus para escrever, mande o artigo para o Mensageiro da Paz”. Atendi ao mandado de Deus e não parei mais de escrever.

No último mês de Valdir Bícego neste mundo, ele viajou para vários lugares, inclusive ao exterior, para ministrar a Palavra de Deus, encerrando a sua brilhante carreira na capital de São Paulo. No domingo, dia 26 de abril de 1998, participou do até então maior batismo das Assembleias de Deus. E, no dia seguinte, pregou pela última vez, na igreja que pastoreava, a Assembleia de Deus da Lapa. Foi difícil para mim pregar no mesmo púlpito três dias depois, para um público que não conseguia conter as lágrimas...

Bícego pastoreou essa igreja por quinze anos (1983-1998). No domingo e na segunda-feira que antecederam seu falecimento, ele pregou com muito entusiasmo. Tanto na primeira como na segunda pregações, o Senhor o usou para nos avisar acerca de sua morte. Mas só percebemos isso depois. No domingo, por exemplo, antes de o coral cantar o hino “Ao Passar o Jordão”, ele — que nunca falava antes dos hinos — profetizou: “Um de nós poderá passar o Jordão nessa semana, mas em breve estaremos todos juntos”.

Valdir Bícego deixou um grande legado. Além das inúmeras pregações ungidas e inesquecíveis, que ficaram gravadas nas tábuas de muitos corações, em todo o mundo, ele escreveu dois livros, publicados pela CPAD: Evangelismo (da Coleção Ensino Teológico) e Manual de Evangelismo. Os títulos mostram que o seu interesse era, definitivamente, proclamar o Evangelho.

A Palavra de Deus afirma, em Hebreus 13.7 e 2 Timóteo 3.14, respectivamente: “Lembrai-vos dos vossos guias, os quais vos pregaram a palavra de Deus; e, considerando atentamente o fim da sua vida, imitai a fé que tiveram”; “Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, sabendo de quem o aprendeste”.

É, por isso, que não me esqueço dos homens de Deus que contribuíram para meu crescimento espiritual, como Valdir Bícego. Dedico a ele meu próximo livro, já entregue à CPAD. Para mim, Bícego foi o maior pregador pentecostal, no Brasil, na última década do século XX.


Ciro Sanches Zibordi

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Paulo: apóstolo de Cristo


Não existem pessoas iguais, idênticas, que tenham as mesmas características. Cada um de nós é um ser humano único. Por isso, Deus não está procurando pregadores que sejam iguais ao apóstolo Paulo, e sim pregadores que sejam como ele, isto é, que agradem a Deus, a ponto de poderem dizer: "Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo" (1 Co 11.1).

Está para estrear no Brasil o filme Paulo: o apóstolo de Cristo. Assista a esse filme, se desejar, mas leia também o livro Procuram-se Pregadores como Paulo (CPAD, 2015), que pode ser pedido com desconto pelo site da editora: CLIQUE AQUI.


Ciro Sanches Zibordi

quinta-feira, 12 de abril de 2018

João Batista: o Pregador Politicamente Incorreto

Meu novo livro, que abre a série Pregadores da Bíblia (a qual estou escrevendo), já está disponível para venda no site da CPAD.

Nesta semana, por graça de Deus, fui entrevistado pelo jornalismo da CPAD sobre a apologética cristã e aproveitei para discorrer um pouco sobre esse lançamento.


João Batista: O Pregador Politicamente Incorreto: Neste livro, o pastor, autor best-seller e articulista Ciro Sanches Zibordi discorre sobre o ministério daquele que veio preparar o caminho para Jesus Cristo: João Batista.









quarta-feira, 28 de março de 2018

Novo livro!

Nosso novo livro já está chegando em toda a rede de lojas da CPAD: JOÃO BATISTA — o Pregador Politicamente Incorreto. Essa obra abre uma série de vários livros que estou escrevendo sobre a pregação e o pregador. Mas você pode fazer seu pedido pelo site da CPAD com desconto: CLIQUE AQUI.

Ciro Sanches Zibordi

terça-feira, 13 de março de 2018

Há diferença entre cobrar cachê e receber oferta?


Na atualidade, está se tornando comum a pergunta: “Qual é o seu cachê?”, quando se convida um mensageiro de Deus para pregar ou ensinar as Escrituras. Quando me fazem essa pergunta, respondo o seguinte: “Não cobro cachê para ministrar a Palavra, porém aceito uma ‘oferta’, a qual, evidentemente, como esse próprio termo sugere, fica a critério da igreja”. Apesar de alguns irmãos — acostumados a tratar com celebridades gospel — estranharem esse meu procedimento, me baseio na Bíblia, a começar pela conduta de Daniel diante do rei Belsazar, na Babilônia.

De acordo com Daniel 5.1-17, esse profeta recusou-se firmemente a aceitar os presentes de Belsazar, a priori, o qual lhe pedira a interpretação da escritura que havia aparecido na parede do palácio real. Entretanto, depois que Daniel lhe disse o que significavam as duras palavras: “Mene, Mene, Tequel e Parsim” (v. 25), o rei mandou que vestissem “Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele que havia de ser o terceiro dominador do reino” (v. 29).

Alguém poderá pensar que estamos diante de uma contradição. Afinal, o mesmo Daniel, que antes dissera ao rei: “As tuas dádivas fiquem contigo, e dá os teus presentes a outro” (Dn 5.17), os recebeu de Belsazar, depois de lhe entregar a mensagem de Deus! Não há contradição alguma nessa conduta, e sim o ensinamento, por meio de exemplo, de que não devemos exigir pagamento para transmitir a Palavra. Se Daniel tivesse aceitado as dádivas do rei antes de entregar-lhe a mensagem do Senhor, teria sido induzido a agradá-lo. Por outro lado, quando cumpriu sua missão de modo isento, teve seu trabalho reconhecido — mesmo depois de transmitir uma mensagem muito dura ao rei (cf. vv. 18-28) — e, por isso, aceitou, sem nenhum constrangimento, os presentes que lhe foram ofertados.

Em outras palavras, seguindo o exemplo de Daniel, não devemos estipular um cachê para entregar a mensagem de Deus, mas aceitar uma “oferta”, em reconhecimento de nosso trabalho em prol do Reino de Deus, o que é uma conduta lícita, à luz do Novo Testamento (cf. 1 Tm 5.17,18). Cobrar cachê e receber “oferta”, por conseguinte, não são nomes diferentes de uma mesma prática, pois a primeira é uma exigência, como se fosse uma condição para a transmissão da mensagem; e a outra, uma prática passiva, sem estabelecimento de valor.

O termo “cachê” provém do francês cachet e, desde o século XVII, tem sido usado para designar a retribuição dada a um artista por representação ou concerto. Segundo Houaiss, alude à “remuneração que ator, músico ou outro artista recebe por apresentação”. Trata-se de uma “quantia paga a quem se apresenta em público (p.ex. conferencista, animador etc.), especialmente a artista que se apresenta num espetáculo (de teatro, música, dança, variedades etc.) ou que participa de uma produção cultural ou publicitária (p.ex. de cinema, televisão, disco etc.)”.

Deve-se exigir dinheiro para ministrar a Palavra de Deus? Não, pois o próprio Senhor Jesus, ao enviar pregadores, ensinou: “de graça recebestes, de graça dai” (Mt 10.8). Entretanto, quem convida um mensageiro de Deus para pregar ou ensinar, deve honrar o seu ministério, ser-lhe grato, cobrindo todas as suas despesas, hospedando-o bem e lhe dando uma “oferta”. Isso é uma forma de reconhecer que ele, ao atender o convite, absteve-se de estar com a família, deixou a sua igreja local, o seu trabalho profissional — em muitos casos —, renunciou atividades importantes e abriu mão de um período que poderia usar em seu benefício e da família.

Quanto à “oferta”, alguém poderá perguntar: “Qual seria um valor justo a ser ofertado a um mensageiro de Deus?” O termo “oferta” é autoexplicativo; o valor a ser ofertado ao mensageiro de Deus fica a critério da igreja, que deve contribuir com liberalidade, valorizando o ministério da Palavra sem que haja a necessidade de estabelecer-se um cachê (1 Co 9.9-14), não se esquecendo de que o obreiro é digno do seu salário (1 Tm 5.18). Lembremo-nos, finalmente, de que o mensageiro de Deus deve ser honrado como um convidado (con-vi-da-do), e não tratado como alguém que se ofereceu para vender seu serviço.

Ciro Sanches Zibordi